6.30.2004
Fase de transição total.
Fase boa!
Li esta camanha genial da Adidas

Impossível é Nada

"Impossível é apenas uma grande palavra usada por homens pequenos que pensam ser mais facil viver no mundo que lhes foi dado do que explorar o poder que têm para mudá-lo. Impossível não é um fato, é uma opinião. Impossível não é uma declaração, é um desafio. Impossível é potencial. Impossível é temporário. Impossível é nada."

Meu novo mantra.
6.15.2004
Eu sei que estou fora daqui há milênios e que as pessoas já devem ter desistido de visitar este site, mas vou avisando vocês que em uns 20 dias tenho GRANDES novidades para este espaço!
4.23.2004
Parece até que foi algo combinado, agenciado. A maior parte deles usa bastões de madeira, mas alguns arriscam-se com outros objetos, alguns até contra as chamas.
A cada esquina são encontrados aos bandos, sempre em grupos de cinco a dez crianças, sempre bem supervisionados.
O grau de perícia dos malabaristas mirins varia do pueril a moderna arte circense. O que não tem variação é a expressão de fome nestes olhares, o desejo de reconhecimento, não raras vezes entorpecidos pela droga que mascara a falta de comida e de amor.
São tantos, e tantas vezes os vemos nas dezenas de quilômetros (e centenas de minutos) de nossos trajetos diários que chegam a ficar inanimados como cones da companhia de tráfego, talvez até invisíveis. Em certos momentos, até nos toca um certo sentimento de culpa por ter o direito a ser alguém.
Neste momento, há um sentimento de proximidade, de compaixão, que, porém, logo passa e dá lugar ao medo, e nos tranca nos condomínios fechados, nos carros filmados, nos muros reais e virtuais que nos separam das cidades de deus de cada metrópole brasileira.
Não, a Rocinha não fica a 500 quilômetros daqui, ela é algo pulverizado e enraizado nas caóticas cidades do Brasil. Ela fica tão próxima apesar de insistimos em negá-la de maneira tão incauta e precária. É um tapa na cara a nos acordar todas as manhãs.
4.19.2004
Hoje eu não consigo escrever sobre a guerra na Rocinha. Agora eu não consigo terminar as dezoito laudas de análise estatística que a chefe pediu.
Não consigo me revoltar com a política nacional ou com a estupidez do Bush filho. Não me sinto ansiosa com o trânsito caótico ou com os micros que não funcionam.
Neste instante eu só desejo um sorriso de filha, um abraço apaixonado, um boa tarde de amigo.
Estou presa em meu mundo, sem vistas para a realidade, mas, só por hoje, o mundo visto do espelho é tão melhor do que aquele que veria pelas janelas.
Mais feliz ainda me encontro por eternizar este instante nestas linhas, ainda que eu saiba que em breve ele será conspurcado.
E sigo vivendo destes instantes indeléveis...
4.07.2004
Confesso que me incomoda o império do politicamente correto. Sou contra os preconceitos de qualquer espécie. Radicalmente contra. Mas isso não impede que possamos discutir, argumentar, polemizar, e por que não, rir das nossas diferenças. O império do politicamente correto serviu para acabar com coisas como esta ou como os cigarrinhos de chocolate que "fumávamos" na infância. Mas, como a interpretação está na mente de cada um e é mais fácl ver o que nos interessa, aparece a lista de distorções oriundas do politicamente correto. Inicialmente, vejamos dois exemplos do que o politicamente correto fez com a educação...
Progressão continuada- a escola pública não ensina faz já uns 20 anos. Só que nos últimos 10, decidiram assumir que "já que não ensinamos nada, não podemos cobrar ninguém". É verdade que o aluno repetente fica estigmatizado, mas todos temos que lidar com frustrações na vida... Se tudo fosse exatamente como sonhamos, onde está a graça. Além do que, a escola não tem função de conforto e consolo, e sim de instrução e educação.
Cotas-As cotas são o que há de mais abominável em termos de discriminação. Para corrigir erros do passado, pune-se os mais competentes. Se 50% da população do Brasil é negra (desculpem-me, afro-descendente), por que só 20% de vagas? Elementar. Desses 50%, 49,9% fazem parte das classes mais pobres, que estudaram na escola pública com sua "progressão automática", ou seja, não têm preparo para a universidade. Como político nenhum vai admitir que a sua política de educação é uma mer... perdão, sua política é condescendente com as escolas de baixo nível, joga-se a culpa no negro, sem deselitizar a universidade (os outros 80%), uma vez que não fomos ao cerne do problema.

O pior é que isso não ocorre só no Brasil, nem só na educação. O politicamente correto é uma forma suave de estigmatizar ainda mais as pessoas, só que a estratégia agora é convencê-las de que são coitadinhas ao invés de acusar diretamente uma suposta inferioridade.
"Tristes tempos os nossos,
é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito." Albert Einstein
4.02.2004
Pensamentos
Começa assim, como um mal-estar. Talvez alguma coisa errada no café-da-manhã.
Depois vem a vertigem, o ar que falta. As mãos suam e tremem.
E então eles começam a aparecer, obstruindo a circulação, quase uma dor.
E são tantos, que finalmente não se contêm e dilaceram, jorrando num jato violento.
Escorrem pelas paredes, pela mesa, pelo papel. E tomam forma de palavras a serem digitadas em um blog qualquer, num dia qualquer.
Uma hemorragia (ou verborragia?) incontrolável, que não pode ser estancada.
E então elas se esvaem, como num desmaio, num sono profundo, até o próximo pensamento.
3.31.2004
Lembro-me com nitidez daquela noite. Nos ombros de meu pai, o mar de gente na praça. Cada um que discursava no palco era saudado como herói. Falavam em liberdade de direitos, liberdade de expressão, de eleições diretas. Foi uma das poucas vezes em que vi meu pai se comover e chegar as lágrimas.
Algum tempo depois, vi na TV o jornal noticiar "a grande comemoração do aniversario de São Paulo". Não era o que eu tinha visto. Nao cabia em minha mente (mesmo ela tendo somente 6 anos de idade). E era só o começo do fim.
//Sedna\\

Aqui você não encontrará os mistérios do mar, da vida ou da morte, apenas os da minha alma...
gosto/desgosto
gosto: literatura música cinema artes mitologia ciência tecnologia

desgosto: fofoca intromissão passividade
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do mal: individualista egocêntrica arrogante beligerante impiedosa opressora tirânica crítica melancólica nervosa sem paciencia tensa inquieta ambiciosa energica teimosa

do bem: confiante competitiva iniciadora de coisas criadora de mudanças independente mente inquisitiva mente analítica perceptiva empreendedora ousada assertiva resolvedora de problemas realizadora autonoma reservada séria pensadora aprendo rápido flexível desinibida informal

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Os 4 livros sobre a ditadura (Elio Gaspari) que faltam (obrigada pelo primeiro!)

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